quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Poema na escola, momento de sentir e aprender


É comum encontramos na sala de aula situações em que professores de Língua Portuguesa apresentam poemas a seus alunos somente com um pretexto, ou seja, buscando repassar algum aspecto gramatical que o poema possui como, por exemplo, adjetivos e substantivos, entre outros.
Não raro, ainda encontramos livros didáticos que trazem atividades que destroem a essência dos poemas, buscando identificar frases e respostas ipsis litteris, sem promover a reflexão temática daqueles que o lêem, sendo que esta é uma prática necessária a quem deseja atingir realmente o poema.
Assim utilizados, os poemas perdem o seu sentido, o seu motivo, pois são destratados ao serem “colocados no mesmo saco” de qualquer outro texto. Sendo um gênero textual, o poema possui suas características e propósitos específicos que não são ocasionais, sendo que todos os seus elementos, melindrosamente escolhidos, devem produzir sentido.
O poema deve ser tratado como poema, aquele texto literário que, ao provocar sentimentos, estimula a reflexão e a análise, se concretiza em uma interpretação crítica e resulta em aprendizado, não somente teórico, mas principalmente, sentimental, o que ajudará a constituir seres com valores muito mais humanos.
Essa ‘alfabetização humanista’ é um dos papéis da literatura e sem o devido trabalho em sala de aula necessário à sua concretização, esse propósito se esmaece. Por isso é que os poemas não devem ser “destratados” em sala de aula, eles devem ganhar um espaço especial, já que trazem resultados peculiares; devem ser alcançados na sua essência e não somente na superfície; devem fazer parte de um cotidiano de leituras dinâmicas as quais farão os versos e estrofes ganharem sentido e perderem o cunho monótono e chato.
É a forma de trabalhar o poema que fará a diferença na hora de colher resultados. Não conseguiremos formar mentes pensantes e críticas ao meramente solicitarmos para retirar os substantivos do ‘texto’. Não será possível motivar nossos alunos se nós, professores, não nos motivarmos, primeiramente.
A sala de aula pode ser o lugar de explorar fortes emoções e ensinar a partir delas e o professor é o responsável, sim, no momento de escolher, analisar e trabalhar o poema. Apartir disso o aluno sentirá um cuidado especial nele implícito e dará o devido valor. Mostra-se assim a importância dos valores que o professor possui antes de repassar aos alunos, pois a alfabetização humanista só é possível, justamente, por que parte de humanos e se destina a humanos.

Texto escrito pela acadêmica e bolsista Raissa Gabrieli Kaminski


Indisciplina: oportunidade de refletir e crescer


A questão da indisciplina na escola vem sendo muito discutida ultimamente na nossa sociedade, justificadamente pelo seu alto grau de ocorrência. Existem muitos discursos que buscam encontrar um culpado para ela, desse modo, deverá o setor acusado tomar providências, isentando o restante da sociedade de se preocupar com isso.
            De fato, a indisciplina é um fator oriundo de várias causas agregadas a um mesmo espaço e, talvez, ao mesmo tempo. Dentre elas, podemos citar as divergências das influências ideológicas entre família, professor, escola, legislações escolares, grupo social em que o aluno está inserido, etc. Por esse principal motivo, ela se torna extremamente complexa de ser estudada e compreendida.
O paradoxo aqui existente é que o conflito gerado entre essas ideologias deverá contribuir positivamente, e não, invalidar a educação. Como cita Antonio Ozório Nunes em sua obra “Como restaurar a paz nas escolas”, o conflito é algo inerente ao ser humano e necessário ao crescimento e aperfeiçoamento deste em suas relações sociais.
Vendo por este ângulo, as divergentes opiniões daqueles que fazem parte do contexto educacional, direta ou indiretamente, vêm de encontro umas com as outras e podem ser analisadas como um empecilho e, ao mesmo tempo, como uma grande oportunidade de enriquecimento ideológico: são muitas cabeças lutando por um mesmo propósito.
Vejamos a importância de os conflitos, desde já, serem resolvidos com atitudes cautelosas, racionais, justas e humanas. Afinal, se o professor culpa os pais, os pais inculpam a escola, a escola “joga nas costas” da legislação e assim vai... Ninguém, de fato, estará se responsabilizando por um problema que se desencadeia justamente quando não há colaboração e participação efetiva de todos.
A resolução, certamente, não está em procurar um culpado e nele incutir toda a culpa. A questão é de mobilização geral, de todos os setores e células sociais que envolvem a consolidação da educação, pois, enquanto um cidadão estiver a pensar que a nossa escola está errando na sua ideologia e maneira de agir, não deve estar ciente, ainda, de que essa escola reflete a sociedade da qual ele mesmo faz parte.

REFERÊNCIAS: NUNES, Antonio Ozório. Como restaurar a paz nas escolas: um guia para educadores. São Paulo: Contexto, p. 15-30, 2011.

Texto escrito pela acadêmica e bolsista Raissa Gabrieli Kaminski 

Dialogar para resolver conflitos dentro e fora da sala de aula



O diálogo tem sido usado de diferentes formas pelos seres humanos ao longo da história. O ato de dialogar pode resolver uma briga entre vizinhos ou uma separação familiar, como também pode ser usado para fechar um negócio entre dois comerciantes ou ainda para unir duas pessoas que acabaram de se conhecer. O diálogo pode ser usado em diversas situações como um meio que ajuda a resolver situações de disputas de interesses que geralmente acabam em conflito.
Na adolescência, o aluno pode manifestar interesses que nem sempre são aceitos por outros colegas, seja dentro ou fora da sala de aula. Nesta fase, o aluno sente necessidade de afirmação pessoal e tenta fazer isso de diferentes maneiras. Ele a chama atenção da turma, fazendo chacota de outro colega, levanta da carteira durante a explicação do professor ou até mesmo agride o adversário em uma disputa esportiva durante a aula de educação física. O diálogo pode ser usado para restaurar esses conflitos. Isso pode ser feito de forma indireta, através de um texto literário seguido de uma explicação do professor, de uma brincadeira em sala de aula ou de um jogo de perguntas e respostas em que estudantes possam dialogar e expor suas opiniões.
Quando o diálogo não está presente em ambientes que abrigam grupos de seres humanos, a violência encontra seu espaço, pois ela é o último recurso em uma disputa de interesses. Muitas pessoas não compreendem que nesta disputa os dois lados podem sair ganhando. Caso as partes não usem do diálogo para expor seus interesses, nem mesmo os próprios conflitantes podem se ajudar, pois um não sabe o que realmente o outro deseja. O conflito gera violência, seja ela em grande ou pequena escala, psicológica ou física. Se o diálogo pode ajudar e em muitos casos até mesmo ser a resposta, porque não usá-lo para melhorar o ambiente escolar? Abrir mão do conteúdo em meio a tantas exigências feitas por órgãos de ensinos não é fácil, mas é necessário, mesmo que o professor tenha que conciliar ou usar um material didático referente ao assunto de tempos em tempos. 

REFERÊNCIAS: NUNES, Antonio Ozório. Como restaurar a paz nas escolas: um guia para educadores. São Paulo: Contexto2011.

Texto escrito pelo acadêmico e bolsista Paulo Sergio Biesek

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ser “diferente” é legal. Então, por que tratar a “diferença” de maneira banal?

Atualmente vivemos em um mundo que prega “modelos” de comportamento. Hoje, a maioria dos jovens querem seguir a moda, o padrão imposto pelo mundo do consumismo, pois, vestir a roupa e o tênis que a maioria dos colegas está usando é como dizem eles: “da hora”. É na escola que percebemos essas atitudes, da necessidade (que eles pensam em ter) de se igualarem aos colegas.  
É também no ambiente escolar que nos deparamos com muitas pessoas diferentes de nós, pois é na escola onde ocorre um encontro de pessoas oriundas de diversos lugares e, consequentemente, com culturas diferentes da nossa. Os jovens ficam então conturbados em meio a tanta diversidade e é aí que acabam acontecendo alguns conflitos.  
Estes por sua vez, são naturais dos seres humanos como aponta Antonio Ozório Nunes. Também eles são necessários para o nosso desenvolvimento como pessoas. Porém, às vezes, esses conflitos migram para um rumo indesejado que leva à indisciplina e ao desrespeito para com educadores e colegas. Diversas são as causas para esses conflitos, que, por muitas vezes, são gerados a partir de um preconceito para com a diversidade interpessoal.                                                                                                                   
 Muitos alunos vêm para a escola com um preconceito já formado em sua mente e, então, alguns, por considerarem-se melhores que outros por diversos motivos (considerar sua “raça” superior, ser de classe social diferente, ter crenças distintas, entre outros motivos), acabam entrando em conflito com outros. Aí vem aquela velha pergunta: O que fazer?    
É preciso começar um trabalho árduo para tentar mudar essa situação introduzindo na escola as práticas restaurativas que, somente terão sucesso em longo prazo. O que muitos precisam entender (não somente os jovens, mas a maior parte das pessoas) é que ser diferente é legal e que isso não é motivo para a disputa de uma hegemonia. Vivemos em um país rico em diversidade de raças e culturas, por meio da qual uma vem para complementar a outra. Afinal, o que teria de interessante se todos fossem iguais? 

 REFERÊNCIAS: NUNES, Antonio Ozório. Como restaurar a paz nas escolas: um guia para educadores. São Paulo: Contexto, p. 15-30, 2011.

Texto escrito pela acadêmica e bolsista Paola Clein

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Como administrar positivamente um conflito


O que é o conflito? O conflito está sempre associado a uma coisa má, de desentendimento, choque, confronto, crise, disputa, batalha, guerra e violência. Nunca relacionado a uma coisa boa. Mas veremos aqui pontos positivos de um conflito. É uma oportunidade de resolução de um problema, antes que vire violência. O conflito é inevitável à existência humana, mas pode representar uma importante experiência de desenvolvimento pessoal.
            A escola é uma instituição com fins específicos, é um modelo da sociedade, do qual faz parte diversas pessoas, com valores, culturas, religiões, personalidades, classes sociais, idades e origens diferentes. Nas escolas, as relações são heterogêneas, sendo natural o conflito entre os grupos – alunos, professores, direção, auxiliares, pais... -. Conflitos entre alunos são freqüentes, no cumprimento das regras, na utilização de jogos e, para não tomar um rumo inadequado, o conflito deve ser bem administrado.
            A educação para a resolução de conflitos modela e instrui de diferentes formas e uma variedade de processos, de práticas e de competências que colabora para prevenir a administrar de forma construtiva e a resolver pacificamente o conflito individual, interpessoal e institucional.
            Uma alternativa para a resolução de um conflito escolar são as práticas restaurativas, que induz a um convívio mais saudável, uma melhor aprendizagem e a uma melhor estruturação das relações sociais. Sendo fundamental o respeito, a responsabilidade e a cooperação entre as partes. O professor não pode ser o protagonista, deve levar em conta que não está sozinho nesse processo. Por isso, deve trabalhar em equipe. Como ressalta Andrade (2007 : 43), “quanto mais houver conflitos devidamente elaborados com a ajuda dos educadores e educadoras, menos violência nas escolas haverá”.
            A solução dos conflitos através das práticas restaurativas ostenta vários fatores positivos. Melhoria nas relações sociais e institucionais, aprender a compreender e a valorizar a própria cultura e a cultura dos outros, competência em tomar decisões, usar o pensamento crítico e criativo na resolução de problemas e, principalmente, mostrar às crianças e jovens o seu papel fundamental na construção de um mundo mais pacífico. 
            O conflito nunca vai ser eliminado. Portanto, o que importa é a solução justa e não violenta.

REFERÊNCIAS: NUNES, Antonio Ozório. Como restaurar a paz nas escolas: um guia para educadores. São Paulo: Contexto, p. 15-30, 2011.

Texto escrito pela acadêmica e bolsista Rafaela Kessler

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O PAPEL DO PROFESSOR NA RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS NA SALA DE AULA


Uma escola de educação básica, seja ela pública ou privada, possui alunos diversos, os quais têm modos de pensar e agir diferenciados. Cada ser humano possui seus próprios conflitos, que são chamados de intrapessoais. Esses conflitos, se não resolvidos com maturidade, podem trazer consequências nas relações interpessoais.
Em uma sala de aula com 40 educandos, sempre ocorrem divergências de pensamentos de dois ou mais alunos sobre determinado aspecto. Geralmente inicia-se uma discussão entre estes estudantes, a qual geralmente resulta em uma situação complicada de ser resolvida.
Cabe ao professor - pessoa responsável pela organização e educação da sala de aula – intervir para a resolução desses conflitos. Essa atitude geralmente tem efeito, pois se realizada no início da discussão, permite que a ordem seja recuperada e nenhum dano seja causado entre os alunos. Mas e se o professor não conseguir restaurar a paz na sala de aula, o que deve ser feito?
Cabe ao docente conversar com os envolvidos fora da sala de aula para que os alunos que não estão na confusão não sejam prejudicados e não prejudiquem seus colegas. Deve-se tentar resolver os conflitos ouvindo todas as partes envolvidas, criando estratégias para evitar qualquer tipo de conflito que ainda possa ocorrer. Mas se mesmo assim a conversa não funcionar, é preciso, então, chamar os pais ou responsáveis. Muitos pensam que não há necessidade da presença deles no ambiente escolar, mas este comparecimento é fundamental, pois eles têm o direito e dever de saber o que está acontecendo com a criança durante as aulas e devem repreender seus atos negativos na escola.
Se a conversa com os responsáveis não surtir efeito e os educandos continuarem com as brigas e discussões, cabe ao professor, mais uma vez, tentar intervir, pois ele está ligado a seus alunos e quer o bem deles. Somente em casos extremos de violência entre os pares deve-se envolver os órgãos públicos, como o conselho tutelar e a polícia, pois estes existem para auxiliar a comunidade e manter a calma e tranquilidade entre os seres humanos.
Um conflito geralmente se inicia por um assunto banal, mas pode se tornar um caso grave, que se não for resolvido a tempo, traz péssimas consequências. Percebe-se a importância do professor na difícil luta pela paz nas escolas, a qual está cada dia mais abalada graças ao narcisismo e individualidade do homem moderno.

REFERÊNCIAS: NUNES, Antonio Ozório. Como restaurar a paz nas escolas: um guia para educadores. São Paulo: Contexto, p. 15-30, 2011.

Texto escrito pela acadêmica e bolsista Talita Regina Roman Ronsani.
 
Teve início no dia 20/06,  no Colégio Porfessor Agostinho Pereira, em Pato Branco, as aulas preparatórias para o ENEM. O projeto é oferecido pelas bolsistas PIBID Língua Portuguesa Daiana Luzza e Raissa Kaminski e tem por objetivo oferecer conhecimentos mais aprofundados na área de Língua Portuguesa, Literatura e Produção Textual aos alunos que estão se preparando para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM.
"Esperamos com esse projeto, contribuir para a realização dos sonhos de nossos alunos, haja vista a importância do desempenho no ENEM, atualmente, para o ingresso no Ensino Superior" (Daiana)