sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Algumas atividades desenvolvidas no ano de 2012 no Colégio Estadual Professor Agostinho Pereira

                          Mural/jornal pibidiano

                Paulo, Sonia, Élcio, Rita, Mateus e Elair


          Montagem do mural/jornal

            Primeiro encontro dos acadêmicos PIBID da UTFPR - PB


       Os alunos do turno matutino prestigiaram o evento




            Apresentação do acadêmico e bolsista Paulo

 

 
 
 
        Isabelle, Mateus, Paola, Rita, Raissa, Talita e Ana

 
 
 

Analisar, compreender e interpretar um poema


         Infelizmente são poucas as pessoas que são acostumadas a ler poesias, menos ainda, pessoas que lêem porque gostam. Muitos reclamam que não sabem interpretar um poema e se queixam que cada um tem sua maneira de interpretar, tendo seu próprio entendimento, que muitas vezes não é o que o autor quis passar. Diante desse problema, depois do texto escolhido, o que devemos fazer é ler, analisar, compreender e interpretar com mais competência.

            Para um bom aproveitamento dos poemas dos livros didáticos, é interessante conferir se foram apresentados em versão integral, se foi respeitada a disposição gráfica, entre outros aspectos. Um poema com ilustrações é uma boa, pois contamos com uma leitura em outra linguagem. Se o texto não for o original, é bom comentar com os alunos as mudanças. Outra alternativa, é buscar outros poemas de autores variados com assuntos semelhantes aos já estudados.

            Depois de escolhido o texto, agora iremos ler, analisar, compreender e interpretar o poema. Já lido o poema, analisaremos a estrutura externa – versos, pausas, acentos, rimas e estrofes. Estrutura interna – examinaremos as diferentes partes em que podemos dividir o conteúdo do poema, ou seja, o significado do poema. E a linguagem poética, que é composta pela fonologia, morfologia, sintaxe, semântica, figuras de pensamento.

            Para compreender um poema é preciso que o leitor conheça os recursos lingüísticos. Conheça as circunstancias históricas em que o texto foi escrito. Compreenda as referências geográficas, lendárias, mitológicas, econômicas, políticas e religiosas para fazer certas associações.

            E, por último, para interpretar um poema, o certo seria ter um hábito pela leitura e o gosto por ela. Quando gostamos de algo, podemos compreender melhor sua representação. Procure palavras diferentes, aumentando seu vocabulário e sua cultura. Ler mais que uma vez o texto sugerido também é uma opção. Na primeira vez, nunca conseguimos entender o que o autor certamente quis dizer. Tenha muita atenção no que se pede nas questões, às vezes a interpretação está explícita no próprio texto.

            Em minha opinião, acho que essa é a melhor maneira para entender um poema. Seguindo esse caminho, você poderá chegar o mais perto do que o autor “realmente” quis dizer.

 

Texto escrito pela acadêmica e bolsista Rafaela Kessler - referente ao capítulo "Ritmo e cotidiano”, escrito por Antonio Ozório Nunes, na obra Como restaurar a paz nas escolas.

A falta do poema em sala de aula


Através da imitação o homem adquiriu os primeiros conhecimentos. Como a imitação é natural ao homem, a partir dela, aos poucos, foram criando a poesia. O conhecimento de mundo que é conquistado através das experiências e do convívio social é fundamental para compreender um poema. Horácio já dizia que a poesia deveria ser dulce et utile, isto é, propiciar à formação do homem não só o prazer, mas também o conhecimento.
A leitura infantil tem uma função muito importante na formação da aptidão leitora das crianças, contando com uma variedade de textos. O poema vem perdendo seu lugar para outros tipos de textos. Reconhecemos que esse gênero vem sendo deixado de lado no cenário educacional e na prática pedagógica de muitos professores. E também, na maioria dos casos, o que se traz nos livros didáticos acerca de poemas não propicia o desenvolvimento da sensibilidade das crianças.
Muitas crianças só têm o contato com o poema em sala de aula, o que não seria o certo. Portanto, a ausência do poema em sala de aula gera uma falta de interesse e do gosto pelo texto lírico.
      Frequentemente o poema não é moldado de acordo com a sua especificidade, havendo uma preocupação muito superficial, sendo tratado em exercícios como a prosa, dando-se importância apenas para a parte gramatical. A maioria dos alunos sem um aprofundamento mais detalhado do poema não conseguem entender o que o poeta quis dizer, não tendo assim nenhuma ligação com a emoção estética. Por isso, hoje, quando se fala em poema, é pensando em um texto banalizado, pois em nenhum momento os elementos de sua estrutura são revelados para o aluno. E como declarava Johannes Pfeiffer, “Na poesia não importa a forma ‘bela’, mas a forma ‘significativa”.
       Se uma criança irá gostar ou não de poemas, não podemos afirmar, mas é preciso que a escola dê o primeiro passo, incentivando os alunos sobre o imenso universo da leitura. Nos poemas, encontramos uma riqueza inquestionável. Ele nos permite o trabalho com a inflexão, o movimento, o gesto, a fala, a escuta e a recriação da linguagem. Apoiamos que um dos objetivos do professor ao utilizar um poema em sua didática é possibilitar que a criança aprecie as características do texto lírico e suscite o gosto para esse tipo de texto.

 Texto escrito pela acadêmica e bolsista Rafaela Kessler – referente ao texto “O poema,um texto marginalizado”

Como administrar positivamente um conflito


            O que é o conflito? O conflito está sempre associado a uma coisa má, de desentendimento, choque, confronto, crise, disputa, batalha, guerra e violência. Nunca relacionado a uma coisa boa. Mas veremos aqui pontos positivos de um conflito. É uma oportunidade de resolução de um problema, antes que vire violência. O conflito é inevitável à existência humana, mas pode representar uma importante experiência de desenvolvimento pessoal.

            A escola é uma instituição com fins específicos, é um modelo da sociedade, do qual faz parte diversas pessoas, com valores, culturas, religiões, personalidades, classes sociais, idades e origens diferentes. Nas escolas, as relações são heterogêneas, sendo natural o conflito entre os grupos – alunos, professores, direção, auxiliares, pais... -. Conflitos entre alunos são freqüentes, no cumprimento das regras, na utilização de jogos e, para não tomar um rumo inadequado, o conflito deve ser bem administrado.

            A educação para a resolução de conflitos modela e instrui de diferentes formas e uma variedade de processos, de práticas e de competências que colabora para prevenir a administrar de forma construtiva e a resolver pacificamente o conflito individual, interpessoal e institucional.

            Uma alternativa para a resolução de um conflito escolar são as práticas restaurativas, que induz a um convívio mais saudável, uma melhor aprendizagem e a uma melhor estruturação das relações sociais. Sendo fundamental o respeito, a responsabilidade e a cooperação entre as partes. O professor não pode ser o protagonista, deve levar em conta que não está sozinho nesse processo. Por isso, deve trabalhar em equipe. Como ressalta Andrade (2007 : 43), “quanto mais houver conflitos devidamente elaborados com a ajuda dos educadores e educadoras, menos violência nas escolas haverá”.

            A solução dos conflitos através das práticas restaurativas ostenta vários fatores positivos. Melhoria nas relações sociais e institucionais, aprender a compreender e a valorizar a própria cultura e a cultura dos outros, competência em tomar decisões, usar o pensamento crítico e criativo na resolução de problemas e, principalmente, mostrar às crianças e jovens o seu papel fundamental na construção de um mundo mais pacífico. 

            O conflito nunca vai ser eliminado. Portanto, o que importa é a solução justa e não violenta.

As tecnologias implantadas na escola são bem utilizadas?


               Quando hoje comparamos as escolas em relação algum tempo atrás, percebemos as transformações que ocorreram com o passar dos anos. Com o passar do tempo novas tecnologias são produzidas, como é o caso do telefone celular (que hoje possui várias funções, inclusive podemos acessar a internet por meio dele), também o computador (que cada vez é fabricado em tamanhos menores como é o caso dos netbooks e os tablets), entre outros.                                                                 
               Essas tecnologias por sua vez, passam a ser utilizadas por uma parcela cada vez maior da sociedade, principalmente pelos jovens. É indiscutível o fato de que cada novo instrumento produzido possui várias finalidades, e dentre uma delas está o objetivo de “facilitar nosso dia-a-dia”. Isto ocorre principalmente com tecnologias utilizadas em nosso cotidiano. Atualmente, estes implementos tecnológicos estão presentes também nas escolas, como é o caso do computador. Porém, será que os computadores são utilizados de maneira objetiva para a construção do conhecimento?                                              
               Para obtermos respostas altamente confiáveis e reais se faz necessário uma grande e trabalhosa pesquisa. Entretanto, como educadores que vivem nesse meio podemos antecipar algumas respostas. Diretamente falando podemos afirmar que tudo depende da situação vivenciada levando-se em consideração algumas particularidades. Estas, diretamente ligadas entre o aluno e o professor. Enquanto o aluno em sua qualidade de educando precisa ter maturidade, interesse e dedicação, o professor, por sua vez, que se utiliza de vários métodos no processo de ensinoaprendizagem precisa ter sempre o domínio do método e do conteúdo.                                                                                               
              Para este processo­­­­ (de utilização adequada dos equipamentos presentes nas escolas que nos ajudam a construir nosso conhecimento) acontecer de maneira satisfatória, necessita-se de uma boa relação entre o aluno e o professor (a). Portanto, se o aluno apesar de obter a oportunidade de expandir seu conhecimento ( quando ele na escola se utiliza do computador, por exemplo) não demonstrar interesse e ficar desperdiçando tempo acessando outros conteúdos no computador ( o que sabemos que acontece muito) ao invés do conteúdo necessário, também não vai ter sentido o professor se doar na sua tarefa como educador recebendo em troca o desinteresse do educando.                                               
             Esta é uma das questões que necessitam ser pensadas seriamente tanto no âmbito escolar como em diversos outros.


Texto escrito e publicado pela acadêmica e bolsista Paola Clein

Uma cultura sem preconceitos

Cultura no geral quer dizer um conjunto de comportamentos, hábitos, valores morais e crenças que caracterizam a organização social, política e econômica de uma sociedade. No Brasil, sendo um país miscigenado, encontramos uma variedade de culturas. Mas nem por isso existem culturas superiores ou inferiores. O que as distinguem são seus processos históricos.

            Estamos em um mundo em que todos são diferentes, mas os direitos são iguais. Portanto, considerar a diversidade e conscientizar crianças e adolescentes que compreender e respeitar as diferenças é fundamental no mundo em que vivemos. Como essa diversidade é inevitável aos estudantes, é essencial a escola ter uma iniciativa de trabalhar com os alunos o respeito pelas diferenças e a necessidade da inclusão de todos num convívio mais agradável. Lembrando que a escola é o lugar mais importante de socialização dessas crianças, adolescentes e jovens.

            O educador junto com a escola e políticas públicas e sociais deve compor uma pedagogia multicultural, respeitando a diversidade. O aluno deve reconhecer as diferentes etnias, raças e culturas da sociedade brasileira. Identificar, respeitar, negar e censurar todas as formas de relações preconceituosas e discriminatórias.

            Os professores devem aproveitar as datas comemorativas, fazendo projetos que envolva os pais e a comunidade, cada qual com suas culturas e costumes, para que no final todos se conscientizem de formar cidadãos conscientes, responsáveis, justos e solidários, visando o bem coletivo e a diminuição das desigualdades. Mas lembrando que isso pode ser feito também em outras datas, não apenas em datas comemorativas.

            Morin (2000), no livro “Os sete saberes necessários à educação do futuro”, ressalta que esses saberes são indispensáveis a sociedade, sendo um deles a compreensão humana. De acordo com Morin, “nunca se ensina sobre como compreender uns aos outros, como compreender nossos vizinhos, nossos parentes, nossos pais”. “É preciso compreender a compaixão, que significa sofrer junto. A grande inimiga da compreensão é a falta de preocupação em ensiná-la.”

 
Texto escrito pela acadêmica e bolsista Rafaela Kessler – referente ao capítulo “Os pilares da educação”, do livro Como restaurar a paz nas escolas, do autor Antonio Ozório Nunes.              

Como se tornar um mediador do conhecimento no ensino de textos poéticos


Quem trabalha hoje com a educação e leciona na área de Letras, percebe que se fazem necessárias algumas mudanças quanto ao trabalho com textos poéticos na sala de aula. O poema é visto por muitos como de difícil interpretação. É o que Micheletti, Peres e Gebara também tratam em sua obra. Por esse e também por diversos outros motivos o poema deixa de ser trabalhado em sala de aula. Por outro lado, quando ele é trabalhado, nem sempre se obtem o máximo no ensino-aprendizagem, ou seja, não se obtem o resultado esperado.                                                              
 E isso acontece por vários motivos, cuja discussão não se faz agora adequada. Vamos então tentar ajudar o professor a exercer da melhor forma possível seu papel de mediador entre seu aluno e o conhecimento passado através do texto poético. Em primeiro lugar,  para se trabalhar com o poema,  se faz necessária a escolha de um texto. O professor pode recorrer ao livro didático ou, se este não abordar o assunto ou não apresentar poemas de maneira satisfatória, o professor pode buscar outros meios para trazer o poema para sala de aula.                                                                                              
Cada professor conhece o nível de desenvolvimento da sua classe e pode então adequar o poema a ser trabalhado ao contexto no qual a classe se encontra. Assim, ele pode trazer poemas que tratem de algum assunto polêmico ou de algum que tematize o momento vivido pela sociedade, buscando dessa forma relacionar poema e realidade. Em um segundo momento é necessária uma leitura, análise e interpretação do poema. Lembrando sempre que devemos fazer com que os alunos busquem sempre o conhecimento por si próprios.                                                                                              
Assim sendo, se faz necessário também deixá-los fazer sua própria leitura. Deste modo, cada um alcança seu próprio conhecimento. Mais tarde, podemos trabalhar juntamente com os alunos para busca de uma compreensão em grupo sobre o texto. É neste momento que se faz necessário que o professor exerça seu papel de mediador do conhecimento. E a melhor forma para conseguir êxito nessa tarefa é doando o máximo de si para que os alunos compreendam o texto poético e o seu valor.                           
Assim, devemos trabalhar o poema por si, não vinculado apenas ao ensino de gramática, ou algo nesse sentido. O poema apresenta seu valor próprio e não pode ser submetido e/ou restringido apenas a alguns de seus aspectos. Para sermos bons mediadores devemos valorizar o assunto trabalhado e o poema, por exemplo, tem muito à nos oferecer, possui diversos caminhos, assuntos que podemos trabalhar ao mesmo tempo em que trabalhamos com o texto poético. Claro que tudo isso irá depender do desenvolvimento do professor, em conjunto com os alunos, e também de outros fatores. Porém, vemos a necessidade de  lembrarmos sempre da parte mais importante: oferecer ao poema seu merecido valor. 

  Texto escrito pela acadêmica e bolsista Paola Clein -  referente ao capítulo Ritmo e cotidiano, do livro Como restaurar a paz nas escolas, de Antonio Ozório Nunes.